Sunday, May 18, 2008

sábado dia 17

Relato do dia

Bom!!! Dormi em casa paterna para o “just in case”. Confesso que estava muito cansada e nem esperei por Morfeu para adormecer, deixando a porta entreaberta para tentar ouvir algo caso fosse precisa a minha ajuda durante a noite. Pois bem! Dormi que nem uma pedra e só acordei quando comecei a sonhar que uma colega da Débora escrevia no blogue que o Almirante estava bem e que a noite tinha sido boa. O meu subconsciente começou e enviar mensagens tipo! “Ai! Eu é que estou a dormir em casa dos Almirantes e outra pessoa é que está a escrever notícias no blogue” (sabem o que é a sensação de culpa? Foi isso mesmo!).

Ainda meio a dormir fui aterrar na cama do Almirante onde fiquei a fingir que estava acordada enquanto o pai lia o jornal. Fiquei a saber umas quantas coisas, nomeadamente que o nosso Almirante se sentia a subir o Everest, naquela altura em que é bem vindo o tubinho de oxigénio. Foi remédio santo para eu acordar. Fiquei depois a saber que esta sensação de dificuldade em respirar tinha começado já ontem à noite, mas a vontade de não voltar para o hospital era tanta que o pai nem disse nada a ninguém (não fosse correr o risco de o médico o recambiar).

Tentámos contornar a questão. Imaginámos telefonar para algum médico amigo (também não são assim tantos, por isso já sabem que era um de vós, sim) e pedir conselho. Mas era cedote para um sábado de manhã e a opção acabou por ser telefonar para o Hospital, contando a história de forma amena para não recambiarem o nosso almirante (também não o levaríamos, mas enfim!). Foi tudo muito fácil. Uma médica simpática disse logo que achava muito bem dar oxigénio, sobretudo quando um paciente verbalizava essa vontade duma maneira tão clara (acho que guardou a do “subir ao Everest” para contar aos colegas).

Falei para uma empresa de “gases” e em menos de meia hora tínhamos O2 gasoso em casa. (não sem algumas peripécias divertidas pelo meio, claro)

Quando chegou o técnico o pai disse “agora já me sinto bem, já não preciso”. Mas acabou por usufruir dum oxigéniozinho pelo nariz abaixo. E fica giro com aqueles tubinhos nas orelhas!

Como estava em casa não teve vistas “técnicas” durante a manhã. sabem como é, primeiro chega a enfermeira que vem medir a tensão às 7 da manhã, quando ainda se está no melhor do sono. Depois, quando julgamos que ainda conseguimos ferrar o galho mais um pouco, aparece outra com um termómetro (electrónico e rápido, é certo). Se caímos na ilusão de que ainda pode ser que dê para terminarmos aquele sonho, vem a auxiliar com o pequeno-almoço, e assim não deixam o pobre do paciente em paz (e falam eles de descanso!).   

Mas em casa não aconteceu nada disto, e o Tésinho dormiu uma sesta do que não há! Foi tão boa que acordou a dizer que já nem queria almoçar que agora só jantava!

Entretanto a casa transformou-se num escritório por algumas horas e tratámos de mil e um assuntos com uma eficiência estonteante. (Já pensei em contratar os serviços dos meus irmãos para pôr ordem nos assuntos pendentes que tenho em minha casa!)

O almoço foi opíparo e sentimo-nos numa festa de família daquelas mesmo à séria. Não faltou nada. Sabem como são os almirantes! Os perfeitos anfitriões!

As horas foram mesmo de fim-de-semana livre de horários hospitalares. Almoço às 2 da tarde e coisas no estilo. Uma maravilha!

E o dia passou num ápice. Enquanto o pai fazia a sesta as noras foram às compras e o trio maravilha pôs ordem na papelada, sob a orientação cuidada da mãe Almiranta.

Já viram que os netos apareceram cheios de alegria, todos a bater a pala ao avô (terão lido a história do Luís?)

O apetite é que não tem andando famoso, e com muito esforço lá vai comendo três bagos de arroz e dois bocadinhos de morango. Hoje deliciou-se como uma sopa feita pelo genro, e, não sabemos se por prazer se por obrigação, comeu-a toda sem deixar nem um fundinho.

Acho que está contente por estar em casa, mas está cansado. “molto casato” (quem sabe esta história do almirante?)s comentá

Mas é tão bom estar em casa! O pai diz que está contente não só por estar em casa mas porque pôde tratar de assuntos que o preocupavam.

Esperemos que amanhã já esteja mais tranquilo com a papelada e goze mais tranquilamente a sua casinha.

E pronto, mais um dia que chega ao fim.

É um gozo ler os vossos comentários e as histórias que vão chegando. “keep that fun mail coming”

sofia

 

1 comment:

Anonymous said...

Esperemos que amanhã já esteja mais tranquilo com a papelada e goze mais tranquilamente a sua casinha.

Posso estar muito enganada... mas estou mesmo a ver SEXA a tentar arranjar tarefas inadiáveis! Daquelas que eu já contei no outro lado!