Wednesday, May 28, 2008

Aqui estamos!

Olá amigos todos!

Temos uma família extraordinária que não nos deixa nem um segundo. Obrigada a todos por todo o apoio que temos tido.

vou contar um pouco como foi o dia de hoje.

Pelas 7 da manhã, como é hábito, a enfermeira irrompeu pelo quarto para tirar a febre no ouvido do pai Almirante. É rápido e em 5seg a coisa estava acabada.
Ontem o Zé Júlio e eu ficámos no hospital a dormir e deixaram-nos ficar no quarto; disseram que nestas circunstâncias não havia problema. E foi muito bom dar miminhos à mãe Carmo e ouvi-la a contar histórias lindas ao pai e dizer tudo o que há de mais bonito.

O Zé Júlio foi buscar a Leonor que acabou por ficar a dormir em casa da Joana e do Tiago, inesperadamente, com o seu gato Pipoca. ( à custa do gato ouvimos uns relatos memoráveis sobre o "sanfoninanço aos gatos")
E depois foi um sem fim de visitas queridas que foram passando, telefonando,smsando. Nós fomos ficando por cá, ora cantando músicas lindas com o coro familiar que se juntava, ora lendo leituras muito bonitas e inspiradas, sempre muito juntos, e sempre a dar festinhas ao Almirante querido.

O médico disse que a audição é a última coisa que se perde por isso temos tido o cuidado de falar sempre com o nosso pai. A respiração está um pouco mais regular agora. Durante o dia esteve a 5 ou 6 inspirações por min mas agora está mais regular.
Ontem os 15 que aqui ficaram até à meia noite passaram fome de salgados. Comemos bolos bolinhos e docinhos e já nem tinhamos vontade de comer farta rapazes.
Hoje, para salvar a situação e prevenir outra pançada de glicose forçada, a Maria e a Rita VP trouxeram vitualhas à séria. O cheirinho por esses corredores está de fazer água na boca, e nós deliciámo-nos com os vários acepipes que cá chegaram.
o nosso Almirante continua de pedra e cal, a querer à viva força respirar.
De vez em quando mexe os olhos e dá-nos uma grande alegria porque é como se nos respondesse e comunicasse conosco. não temos dúvida que nos entende.
Está sem sofrimento. Os médicos fizeram questão de o vir afirmar novamente.
De vez em quando choramos todos muito, com saudades antecipadas, mas estasmo todos serenos.

Foi bonito ouvir a Ave Maria de Gounod, quase tão bem cantada como as músicas lindas que nós cantámos ao Almirante.
Aqui no quarto estamos sempre umas 6/8 pessoas. Imaginem se fossemos 7 filhos!!
E pronto, espero que fiquem todos tranquilos até amanhã.
Nós vamos agora para casa e deixamos a mãe Carmo muito tranquila com o Tiago e a Joana.

4 comments:

Luísa said...

querido avô Té
eu fiz-te um desenho lindo, já o viste?
vai para o céu com calma... eu hoje fiz uma coisa muito difícil....o M maiúsculos... beijinhos
Leonor

Anonymous said...

Vim parar a este blog ao navegar pela net.. não vos conheço, nem conheço o vosso Almirante, a net tem destas coisas. No entanto já passei pelo que estão a passar com a minha mãe, pelo que parece que estou a reviver tudo de novo quando vos leio ... Confesso que tenho seguido com bastante regularidade o blog que acho muito interessante pelo que já expliquei.

um abraço cybernetiano a todos e muita força.

CB

Anonymous said...

O amor” é um deus de paz”.Eterno, estranha limites e formas de se revelar. Compreende o físico, a saudade, a estima, o silêncio, a maresia, a calma, o balanço, infinito, a luz, o sol, a felicidade, a comunhão … enfim,..o Amor é o mar onde navega o tio e toda a sua família. E todos que o estimam também são à sua maneira seu porto.


abraço enorme a uma família extraordinária. Beijo grande à Tia Carmo.

Tiago Malato

Anonymous said...

Aí estás, aqui estamos todos nós também.