Tuesday, May 13, 2008

Manhã atribulada

Esta manhã foi um bocadinho atribulada! O tio Té depois de uma longa conversa com a psicóloga do hospital, pediu-me para ver as pulsações que estava a achar o coração muito acelarado. Eu que já o tinha achado cansado logo às nove quando cheguei, obedeci, e de facto a coisa não estava lenta. Chamámos uma enfermeira, que no seu ritmo muito lento, mediu a tensão e pulsações do almirante, a primeira estava a boa, já as pulsações eram 156 por minuto. Não havia o Senhor de estar cansado!
Durante vários remédios intravenais, e oxigénio, eu disse ao tio para a proveitar e dormir um bocadinho ao que ele me respondeu a cantar um fado qualquer! A gargalhada, minha e da sogra, foi mais que muita!
A certa altura puseram-lhe um monitor cardíaco, à filme, que uma das linhas é encarnada, como estava sempre horizontal o tio disse: " Na linha encarnada já morri! ", ao que respondi que se tinham esquecido de o avisar!
É verdade, achou que finalmente tinha os tubos de oxigénio que tinha visto num filme de cancerosos!
Com estas bocas e piadas, o staff do hospital ainda troca tudo de tanto rir!
Quando saí do hospital já estava tudo mais calmo, o almirante almoçou e dormiu sesta!
Quanto a ir a casa... vamos ver...
Joana

2 comments:

Anonymous said...

E que fadou o fadista entubado?

maresia said...

Noite atribulada...

Estou impedida de visitar doentes… gripezinha… nada de grave! Não me afoguei até agora… canto o fado como o Almirante. Até tratar, não convém espalhar os meus, nem apanhar os bichos dos outros.

Mas queria muito que soubessem que estou aí, a todas as horas, noite e dia a entoar “Os Marinheiros aventureiros são sempre os primeiros na terra ou no mar…”. Nos meus sonhos, eu sou a Bela que o Almirante pode ver pela janela com vista sobre o rio, estou pendurada na perna esquerda do Cristo que dizem Rei. Espero que ice a vela e rume à outra margem para me conquistar :-)

Beijos do tamanho de tudo
Trapicia Marinheira