A medo vou ao blogue onde o meu pai continua a existir numa dimensão que ainda é a mesma mas onde já nada é o mesmo.
Imagino que todos temos tentado entender que sentimento é este que nos aperta não se sabe bem que parte do corpo.
Sei que o pai Té está feliz no céu, porque para lá sabia que iria passada esta etapa. E sabe tão bem ouvir e ler todos os seus amigos nesta partilha linda da sua existência entre nós!
Continuem a partilhar connosco as histórias da sua vida. É uma maneira tão boa de continuar perto dele!! E de o ter junto de nós.
Sofia
2 comments:
Não há que “ter medo” Sofia!
... muitos dos amigos de teu pai e da sua família vêm aqui, também na esperança de algum consolo. Talvez uma forma de "agir" na lembrança. Pessoalmente não tenho qualquer pudor em vir aqui, e compreendo perfeitamente a sensação “de refúgio”. E ler as tuas, chamemos-lhes reflexões, é sempre uma forma de estar um pouco contigo, convosco e com o que representam no imaginário e na ideia de cada um.
Francamente não tenho ideia feita sobre este espaço virtual. Apenas que me permitiu viver e de alguma forma partilhar a passagem de um amigo muito querido pela minha família. E isso agradeço-te a ti e a todos os teus, que de forma desensombrada tiveram a coragem de abrir assim a vossa intimidade aos amigos por via de um espaço virtual.Que muitos amigos estão longe fisicamente, penhorados pela distância, mas perto espiritualmente. Sentido verdadeiramente elevado e desassombrado de partilha.
Um beijo do teu amigo certo e um grande abraço a toda a tua família
Tiago Malato
PS vou mandar-te uma carta que o teu pai escreveu ao meu em 22 de Julho de 1952.
Venho, vou ficando...
Escrever? Quando for capaz...
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