A cerimónia nos Jerónimos foi linda e muito comovente para todos, penso eu. Senti um enorme privilégio por poder ter estado ali. Tudo foi intenso e inesquecível.
Quando estávamos a ir para o cemitério num cortejo em que a polícia abria caminho e não parávamos em nenhum sinal vermelho, confesso que não me apercebi que era pelo meu pai. Parecia antes uma daquelas histórias que ele nos contava das suas viagens pelo mundo como CEMA, com os carabinieri italianos a abrir caminho com pistolas fora da janela!
E os marinheiros todos formados à entrada do cemitério, e a rua cortada ao trânsito e as salvas, que eu nem ouvi, no momento em que a terra caía em cima do caixão. Tudo isto é um filme que daqui a uns tempos eu talvez perceba que é o que estou a viver agora.
Ontem fomos jantar a casa do Tiago e da Joana; a família Andrade e Silva actual (só faltou a Alícia e o Andrés). E foi tão engraçado ouvir as histórias absurdas que se passaram, as gaffes, os relatos cómicos, as histórias impossíveis! Cada um ajudou a fazer o puzzle desta aventura extraordinária.
O nosso Almirante está connosco como sempre! E para sempre
Sofia
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